segunda-feira, 19 de março de 2012

MINHA MORTE

Minha morte forte e indelével 
Não me causa espanto nem pavor
Morte/vida destino imutável 
Grão que morre e brota vida
A morte cotidiana em pleno lavor
Na minh'alma encontra guarida
E assim traz meu fugaz descanso 
Morrer/viver nascer o trigo
Se não morre, só eu fico no jazigo
E assim vou morrendo calmo e manso...

Rikardo Barretto